PL 3394/2026 — Dispõe sobre a transparência, deveres de verificação, guarda de evidências e responsabilização no uso de sistemas de inteligência artificial na prática forense; impõe obrigação de declaração nos autos da utilização de IA e identificação do fornecedor; exige conservação de prompts, resultados e documentos auxiliares por prazo mínimo; prevê sanções processuais, civis e disciplinares escalonadas para uso doloso ou por negligência grave; determina regras de proteção de dados e segredo profissional, responsabilidade de regresso do advogado em caso de culpa ou dolo; obriga comunicação imediata de incidentes e institui programa público de capacitação em boas práticas em cooperação com a OAB; e dá outras providências.
Transparência e responsabilidade no uso de inteligência artificial na prática forense
Ementa oficial:Dispõe sobre a transparência, deveres de verificação, guarda de evidências e responsabilização no uso de sistemas de inteligência artificial na prática forense; impõe obrigação de declaração nos autos da utilização de IA e identificação do fornecedor; exige conservação de prompts, resultados e documentos auxiliares por prazo mínimo; prevê sanções processuais, civis e disciplinares escalonadas para uso doloso ou por negligência grave; determina regras de proteção de dados e segredo profissional, responsabilidade de regresso do advogado em caso de culpa ou dolo; obriga comunicação imediata de incidentes e institui programa público de capacitação em boas práticas em cooperação com a OAB; e dá outras providências.
Status
—
Apresentada em
01/07/2026
Última votação
—
Tema
Ciência, Tecnologia e Inovação · Direito e Justiça · Trabalho e Emprego
Em resumo
O projeto estabelece regras de transparência, verificação e responsabilidade para advogados, juízes e outros profissionais que usam inteligência artificial na prática forense. Exige declaração obrigatória quando IA é utilizada em peças processuais, guarda de evidências técnicas por 5 anos, comunicação imediata de erros ou problemas, e pune com sanções processuais, civis e disciplinares o uso doloso ou negligente da tecnologia. Protege dados pessoais e segredo profissional, responsabiliza fornecedores de IA, e institui programa de capacitação em cooperação com a OAB.
Declaração obrigatória quando IA é usada em petições, laudos, decisões ou peças processuais, informando tipo de uso, fornecedor, versão do modelo e data de execução
Guarda mínima de 5 anos de evidências técnicas (prompts, resultados, logs) para permitir auditoria e verificação pericial após conclusão do processo
Comunicação obrigatória em até 48 horas ao juízo, partes, CNJ e ANPD quando houver incidente de segurança, erro ou viés que comprometa a validade dos atos
Responsabilidade pessoal e inafastável do advogado e juiz pelo conteúdo produzido, vedada alegação de 'alucinação' da IA como excludente de culpa
Sanções escalonadas: dolo sujeita a nulidade de atos, multa processual, indenização civil e apuração disciplinar; negligência grave a penalidades reduzidas
Auditoria obrigatória em IA de alto risco a cada 12 meses para identificar e mitigar vieses discriminatórios por raça, gênero e classe social
Temas identificados por IA
Inteligência artificial na prática forenseAlucinações algorítmicas e responsabilidade jurídicaAuditoria técnica e conformidade de sistemas de IAVieses algorítmicos discriminatórios em decisões judiciaisGuarda de evidências técnicas e criptografia
Resumo e temas gerados por inteligência artificial a partir do texto da proposição — podem conter imprecisões.
Conexões com outras leis
Normas e proposições que esta altera, revoga, acrescenta, regulamenta ou cita — identificadas por IA. Quando a lei citada nasceu de um projeto que temos na base, ele vira um link.