Metodologia

Como funcionamos

Coleta dos dados

Os dados vêm dos portais de dados abertos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Uma rotina automática busca as informações uma vez por dia, na madrugada, e guarda tudo em nosso banco. Nada é consultado ao vivo no momento em que você acessa a página, o que deixa a navegação rápida.

Proposições e votações

Organizamos cada proposição com o tipo, o número, o ano, a ementa e a situação de tramitação. Para as votações, registramos o resultado, o placar e o voto de cada parlamentar, quando essa informação está disponível na fonte.

Parlamentares em evidência

Na página inicial, a seção “Parlamentares em evidência” não é uma ordem alfabética nem um ranking de popularidade. Ela prioriza quem é autor de proposições que estão em evidência agora — ou seja, em destaque no nosso cálculo de relevância ou em alta na cobertura da imprensa. Como desempate, entra quem votou mais recentemente. O objetivo é mostrar os nomes por trás dos assuntos do momento, não os mais influentes em termos absolutos.

Como calculamos a relevância

“Relevância” não é um dado que a Câmara ou o Senado publicam — é um cálculo nosso, combinando vários sinais para destacar o que parece importar agora:

  • Sinais de tramitação: movimentações recentes, ritmo de tramitação, regime de urgência, quantas proposições relacionadas orbitam o tema e se já houve votação em plenário.
  • Sinais de importância: o tipo de proposição (uma PEC tende a mexer em mais coisa do que uma outorga de rádio) e uma estimativa de importância pública feita por inteligência artificial a partir da ementa.
  • Repercussão na mídia: projetos que estão dominando o noticiário recebem o maior peso do cálculo — é o sinal mais forte de que algo importa para o cidadão agora.

Esses sinais são somados numa pontuação de 0 a 100, e o resultado perde força com o tempo (decaimento): um projeto parado há meses tende a sair de evidência, enquanto um projeto importante que segue avançando permanece em destaque por mais tempo. Nas páginas de proposição, mostramos os principais motivos por trás da pontuação — nunca é uma caixa-preta.

Resumos e temas por inteligência artificial

Usamos modelos de linguagem para traduzir o texto legislativo em resumos de fácil leitura, extrair os principais pontos, sugerir temas e identificar apelidos populares (como a “Taxa das Blusinhas”). Toda análise gerada por IA é sinalizada como interpretação nossa, nunca como afirmação oficial — a IA pode simplificar demais, perder nuance ou, raramente, errar. O texto integral da proposição na fonte oficial é sempre a referência final.

Sinalização de possível jabuti

“Jabuti” (veja o Dicionário) é o apelido para um trecho enfiado numa proposição sem relação com o assunto principal dela, aproveitando a tramitação de outro tema. Usamos inteligência artificial para comparar cada trecho do texto com o assunto central da proposição e apontar os que parecem destoar. Essa é só uma sinalização automática para chamar sua atenção — não é uma acusação nem uma constatação. O trecho pode ter uma justificativa legítima que a IA não captou; vale sempre ler o texto oficial antes de tirar conclusões.

Descoberta de projetos em alta

Além do cálculo interno de relevância, buscamos periodicamente na imprensa quais proposições estão dominando a cobertura — muitas vezes o cidadão procura pelo apelido popular (“PEC da Blindagem”, “PL da Devastação”) e não pelo número oficial. Essa busca é feita por inteligência artificial e cada achado só é aceito depois de conferido no número oficial da proposição na base da Câmara ou do Senado. Ainda assim, a seleção de quais projetos “estão em alta” e a leitura de que um projeto representa risco fiscal (“pauta-bomba”) são interpretações da IA sobre o que encontrou na imprensa, não um veredito oficial.

Notícias

Agregamos notícias de fontes legislativas por assinatura de feeds, atualizadas de hora em hora. A busca entende o sentido do que você procura, então funciona mesmo sem a palavra exata.

Transparência e limites

Podemos ter erros de coleta ou de interpretação, e isso vale especialmente para as análises feitas por inteligência artificial descritas acima: resumos, temas, o cálculo de relevância, a sinalização de jabuti e a descoberta de projetos em alta. A IA pode errar — trate essas análises como um ponto de partida, não como a palavra final. Sempre que possível, indicamos a fonte original para você conferir, e o texto oficial da proposição prevalece sobre qualquer resumo ou sinalização nossa. Se encontrar algo errado, avise. Detalhamos as fontes na página de Fontes dos dados.