Recursos contra negação de medidas protetivas para mulheres
Ementa oficial:Altera a Lei Maria da Penha para positivar a aplicação do princípio da fungibilidade recursal para recurso contra decisão que indefere ou revoga medida protetiva de urgência e o Código de Processo Penal para prever o recurso em sentido estrito como o recurso cabível contra decisão que indefere ou revoga medida protetiva de urgência.
Status
PRONTA PARA A PAUTA NA COMISSÃO
Apresentada em
27/03/2026
Última votação
—
Tema
Mulheres · Processo Penal
Em resumo
O projeto altera a Lei Maria da Penha e o Código de Processo Penal para estabelecer claramente qual recurso usar contra decisões que recusam ou revogam medidas protetivas de urgência. Cria duas ferramentas: a aplicação do princípio da fungibilidade recursal (que permite ao juiz aceitar recurso inadequado) e designa o Recurso em Sentido Estrito como o recurso específico e correto para essas situações, resolvendo conflitos de interpretação entre juízes.
Adiciona inciso VII ao art. 23 da Lei Maria da Penha autorizando aplicação do princípio da fungibilidade recursal em qualquer instância para recursos contra indeferimento ou revogação de medidas protetivas
Inclui inciso XXVI ao art. 581 do Código de Processo Penal designando o Recurso em Sentido Estrito (RESE) como o recurso cabível contra decisões que indeferem ou revogam medidas protetivas de urgência
Elimina insegurança jurídica e conflito de decisões: antes havia discordância sobre se aplicar apelação, agravo, habeas corpus ou outro recurso
Permite que juiz converta recurso inadequadamente interposto no RESE correto, sem prejudicar vítimas por erro processual
Entra em vigor na data de publicação
Temas identificados pela OlhoNaLei
Medidas protetivas de urgênciaFungibilidade recursalInsegurança jurídica processualProteção recursal de vítimas
Resumo e temas gerados por inteligência artificial a partir do texto da proposição — podem conter imprecisões.
Conexões com outras leis
Normas e proposições que esta altera, revoga, acrescenta, regulamenta ou cita — identificadas por IA. Quando a lei citada nasceu de um projeto que temos na base, ele vira um link.
AlteraDecreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal)
AlteraLei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha)
Citaart. 579 do Código de Processo Penal (princípio da fungibilidade recursal)
Relações extraídas por IA a partir do texto — podem conter imprecisões.
Altera a Lei Maria da Penha para positivar a aplicação do princípio da fungibilidade recursal para recurso contra decisão que indefere ou revoga medida protetiva de urgência e o Código de Processo Penal para prever o recurso em sentido estrito como o recurso cabível contra decisão que indefere ou revoga medida protetiva de urgência.