Proteção contra assédio moral e sexual no serviço público
Ementa oficial:Institui a Lei Linda Eduarda, destinada a erradicar o assédio moral e sexual contra mulheres em órgãos e empresas públicas de todo o território nacional, estabelece mecanismos de proteção à vítima, agrava penas e confere ao Ministério Público do Trabalho a condução primária das investigações, e dá outras providências.
Status
Aguardando Encaminhamento
Apresentada em
08/07/2026
Última votação
—
Tema
Administração Pública · Direitos Humanos e Minorias · Trabalho e Emprego
Em resumo
A Lei Linda Eduarda cria um regime rigoroso de proteção a mulheres vítimas de assédio moral, sexual e eleitoral no serviço público e empresas privadas prestadoras de serviço público. A lei garante estabilidade de 24 meses à vítima, investigação pelo Ministério Público do Trabalho, agrava penas criminais e cria sanções administrativas severas para agressores, incluindo demissão e inabilitação de 8 anos.
Protege mulheres celetistas, terceirizadas, temporárias, estagiárias e comissionadas em órgãos públicos e empresas prestadoras de serviço público
Garante 24 meses de estabilidade (proteção contra dispensa) a partir da notificação de assédio
Afastamento cautelar obrigatório do agressor mantendo sua remuneração, sem ônus à vítima
Transfere investigação primária para o Ministério Público do Trabalho, com sigilo garantido
Cria crime específico de assédio sexual qualificado na Administração Pública (pena: 2 a 6 anos de reclusão)
Estabelece sanções administrativas cumulativas: demissão sem direito a indenização, inabilitação por 8 anos e bloqueio de contratos públicos por 10 anos
Temas identificados pela OlhoNaLei
Assédio sexual e moralAssédio eleitoralTerceirizaçãoJustiça do TrabalhoImprobidade administrativaDireitos das mulheres trabalhadoras
Resumo e temas gerados por inteligência artificial a partir do texto da proposição — podem conter imprecisões.
Possível jabuti
Sinalização automática de trecho que parece destoar do objeto principal da proposição. Não é uma afirmação — confira no texto oficial.
⚠️ Possível jabuti
“§ 4º A atribuição do MPT para a propositura da ação de improbidade justifica-se pela natureza trabalhista do ato ímprobo... Art. 7º Nas ações de improbidade ajuizadas pelo MPT perante a Justiça do Trabalho, aplicam-se subsidiariamente as disposições da Lei nº 8.429/1992, da Lei nº 7.347/1985 e do Código de Processo Civil...”
O trecho cria todo um microssistema processual de ação de improbidade administrativa perante a Justiça do Trabalho (competência do MPT, cumulação com ação civil pública, inquérito civil, medidas cautelares, título executivo, regras subsidiárias de processo), que é matéria processual autônoma sobre improbidade administrativa, não apenas um mecanismo de apuração do assédio em si. Isso extrapola a investigação/sanção do assédio e cria um regime próprio de responsabilização por improbidade que sobreviveria como lei independente.
Possível pauta-bomba
Sinalização automática de risco fiscal — cria ou expande despesa, ou renuncia receita, sem fonte de custeio nomeada no texto. Não é uma afirmação categórica; confira a estimativa oficial de impacto orçamentário.
⚠️ Possível pauta-bomba
Análise do texto: Cria obrigação de manutenção de remuneração do agressor afastado, estabilidade de 24-36 meses da vítima, indenizações por danos morais coletivos, instituição de comissões internas, investigações pelo MPT e potencial reintegração com indenizações, sem indicar fonte orçamentária específica.
Conexões com outras leis
Normas e proposições que esta altera, revoga, acrescenta, regulamenta ou cita — identificadas por IA. Quando a lei citada nasceu de um projeto que temos na base, ele vira um link.
Acrescenta aDecreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal)
Acrescenta aLei nº 8.429, de 2 de junho de 1992 (Lei de Improbidade Administrativa)
CitaConstituição Federal
CitaLei Complementar nº 75/1993
CitaLei nº 7.347, de 1985
Relações extraídas por IA a partir do texto — podem conter imprecisões.
Institui a Lei Linda Eduarda, destinada a erradicar o assédio moral e sexual contra mulheres em órgãos e empresas públicas de todo o território nacional, estabelece mecanismos de proteção à vítima, agrava penas e confere ao Ministério Público do Trabalho a condução primária das investigações, e dá outras providências.